sábado, 14 de julho de 2012

Pólis Candói e o Exercício da Cidadania

Quando se fala, se mobiliza, se organiza e se entra em ação com a comunidade, seja ela urbana, seja o campo, se está tratando de Política. E neste caso buscamos a sua origem na longínqua Grécia Antiga, mais especificamente na Polis Atenas. Naquele espaço/tempo faziam política os cidadãos livres e em condições de igualdade. Ou seja, na Grécia apenas participavam da ação política os homens natos, livres e ricos. As mulheres, escravos e estrangeiros estavam fora. Diferentemente é o que determina a Constituição da República Federativa do Brasil, quando afirma que todos são iguais perante a lei, independente de suas condições... De modo que todos/as no Brasil, podem participar plenamente da  Polis, da Política, da Civitas, da Res Pública, da Democracia, independentemente de sua condição ou classe social. 

O ser humano é essencialmente um ser político. E quando vemos pessoas manifestando seu desgosto em relação à política, na verdade, elas expressam o seu conceito restrito sobre a compreensão da Política. Porque Política está muito antes do simples exercício do voto, ou vai muito além do exercício profissional dos políticos. Política está muito acima dos maus exemplos vindos dos maus políticos, que apenas querem "tirar vantagem" do seu exercício, que se envolvem em atos de corrupção, de abuso do poder público, dentre outras práticas. Porque toda vez que vemos os problemas na comunidade, em nossa cidade, no campo, e nos preocupamos com eles, quando entramos em ação, quando buscamos soluções, seja na própria comunidade, seja nas esferas da administração pública ou em outros espaços, estamos verdadeiramente fazendo Política. E quando dizemos que "não gostamos de política" e que "não nos envolvemos em Política", na verdade estamos tomando uma atitude Política. Ou seja, estamos "lavando as mãos" de nossa responsabilidade e estamos nos alienando do nosso dever enquanto cidadãos/ãs. 

De modo que esta compreensão nos leva a entendermos a ação política para muito além do processo eleitoral. Todo dia, em todo tempo, em todos os lugares e em todas as situações, somos convidados pela coletividade a vermos os desafios, os problemas, as demandas, nos organizarmos, discutirmos, debatermos a partir das diferentes ideias e a buscarmos as soluções possíveis e de direito para solucioná-los.